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Para Ler na Retrete

Para Ler na Retrete

Poemas de Casa de Banho

Na casa de banho do café
Sentei-me para cagar
Ao fazer força e manter a fé
A luz apagou-se sem avisar.


Abanei-me todo sem me levantar
E novamente fiquei iluminado
Mas levantado, quando o rabo estava a limpar,
A escuridão voltou a deixar-me desolado.


Desta vez mexi apenas um braço,
Aquele que tinha o papel na mão
Acontece que, sem querer, sujei o meu blusão.


Agora já vejo e há merda em todo o lado.
Com os nervos à franja
E um enigma intrincado
Despi o casaco e sentei-me, renegado.


Aguardei por uma oportunidade
Para concluir a limpeza rectal
Mas estava a ficar impaciente
Devido àquele cheiro infernal.


Acabei o serviço e puxei o autoclismo.
Lavei as mãos e respirei fundo
Só queria sair do fundo deste abismo.


Ouvi alguém a entrar
Disse bom dia mas não obtive resposta.
Entrou na mesma cabine também para cagar,
Sem saber da minha recente bosta.


A má educação é um pecado fatal
Mas o Karma é uma força cruel!
Saí porta fora de cabeça levantada
Sabendo que aquela cabine não tinha papel.